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sexta-feira, 9 de março de 2018

Guarany Atlético clube 63 anos de gloria no Amapá

fotos Mario Corrêa

 “Passa pelo meio de campo, carrega toda uma expectativa, trabalha a bola e gooooooooooooool"


Acordei imaginando uma narração de um gol no velho Glicério Marques, palco das melhores partidas do Guarany Atlético clube, que não é só um clube desportivo, contribuiu na formação de muitos no bairro do laguinho, não só do laguinho como toda a capital. O que me chama atenção e, faço esse registro, que a maioria dos atletas; seja no futebol, basquete, (depois do Lagoa e curiaú) na sua maioria, eram de negros. Como não lembrar do time de futebol tri - campeão do futebol amador amapaense 97, 98, 99 Josenildo, Marlonzinho, Orivaldinho, Charles (filho do Pelé), Valdivino (Cote), Josenildo, Leto, Francinaldo (Chagas). Voltando mais lá atrás Saci, Sacaquinha, Mumundo, Marinho Macapá, Orivaldo, Brasil (curiau), Reginaldo e muitos outros.
foto Mario Corrêa

Quando digo que contribuiu na formação dessas pessoas, na sua maioria negra, não falo “atoa”, isso se deve muito a família Corrêa sempre muitos presentes a esses times, que no dia 19 de abril de 1955 – dia do índio –foi fundado o time do Guarany. Idealizado pelo seu Milton Correa, que justamente recebe o nome do estádio popularizado como ZERÂO.  O seu Milton, um senhor muito simples, sempre de calça social, camisa bem alinhada, ao contrário dos grandes cartolas do futebol, lá vinha ele acompanhar os treinos na beira do campo numa bicicleta, sempre perfumado, bom, essa é a lembrança que tenho do seu Milton Corrêa.
foto Mario Corrêa

 -  Uma recordação no arquivo de memória de Mario Corrêa - Garotos e rapazes faziam a festa na domingueiras do bairro contra os seus adversários como: Latitude Zero, Santa Cruz do “doutor” e Paulo Rodolfo, América do Pedro Idalino (Pedro Zeca, Bernardo e Dida), Sete de Setembro do Otacílio, entre outros. Cerravam Lileiras no time do seu Milton: Quelé, costinha, Cecílio, Geraldo, Dalmo e Zé Maria Pontes, Abdon, Bonde, Marani, Formiga, João e Zeca, Alfredo e muitos outros que eu não vi jogar, mais conheci pela boca dos outros, quanta saudade desses tempos do bom futebol.
Foto Mario Corrêa

O tempo passando e o BUGRE do laguinho crescendo no seio social e desportivo do Amapá. Federado, disputava a 2º divisão do futebol amapaense, sagrou-se campeão em 1962, tendo em suas fileiras, aquele que se tornaria o maior zagueiro de todos os tempos do Amapá: Alceu Filho. O Guarany crescia no bairro do laguinho e contribuía com o enriquecimento do folclore do lugar contemporâneo a muitos lugares de cartão postal do imaginário de quem viveu esse tempo. Praça Lélio Silva, a Praça Pauxy Nunes, o banheiro Público, o mercadinho do seu João de Paula, os Boêmios do Laguinho, a sede do América, ; tinha a mercearia do seu Galileu, os bailes e as festinhas na sede dos escoteiros Veiga Cabral; Paulino Ramos, o Atalaia do professor Leonil, o São Paulo do Clodoaldo Juarez, o São Benedito do João, Mauricio Machado, Vedete, Zé Wilson, Quipinino...; o seu Lourenço e o rei momo Sacaca, professor Flexa, o Pigmeu, os professores Joãozinho e ludinha e muita gente boa.

Foto Mario Corrêa

No final da década de 60, o BUGRE desfilava craques como: Carlito, Oliveira, Moacir Fernandes, Percival, Zequinha, Aragão, Sassuca, Manelito, Sacaquinha, Orlando Gardelha. Faziam partidas contra o Santana e sempre pegava de goleada, mais no campeonato de 1969, pela primeira partida válida, o Guarany ganhou de 5X4, depois de estar vencendo de 4 X0. Os times de Macapá não jogavam com o Santana no Augusto Antunes em partidas de campeonato. Também suaram a camisas como craques: Mumundo, Saci, Manga, Bala, Mola, Carlos Pirú, Mário Correa, a relação é imensa.
 Veio a década de 70 e com ela a geração do GUARA_GUARA, implantada pelo saudoso Moacir Coutinho. O BUGRE foi vice campeão em 1974 e 1978 e campeão em 1977 do futebol estadual. Craques como: Camorim, Alemão, Carlos, Admilson, Dival, Diler, Mata, Campos, Celio, Acelino, Waldir, Orivaldo, Bolinha Jucá, Castelo, Albano, Assis, Gil, Eldo, Perivaldo, Admir, Pena, Jason, Dida, Emanuel...perpetuaram seus nomes vestindo a camisa do BUGRE.
O GUARANY foi tri campeão do futebol amador 97, 98, 99, seu Milton não viu esses anos, pois faleceu no dia 18 de agosto de 1994. Em 2018 o GUARANY completa 63 anos, uma história de gloria de um tempo que deixa saudades.

                                                                  Texto de Mario Corrêa e João Ataíde.

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