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domingo, 10 de junho de 2018

POROROCA RED CIBERAMAZONAS

Foto: CiberAmazonas Yanua Vargas Tanchimia da nacionalidade Shuar.


 A CiberAmazonas, Rede de Comunicadores Panamazonica, é um projeto do Vermelho da Pororoca onde convergem comunicadores originais, ribeirinhos, quilombolas e urbanos, tornando visíveis as situações em que vivem diante das violações territoriais, culturais e de gênero (seus próprios corpos), trocamos experiências sobre nossa Amazônia, sua diversidade e a cultura de nossas comunidades para nos fortalecer e mostrar ao mundo nossas riquezas. Nós nos comunicamos da perspectiva amazônica, isto é, da nossa espiritualidade ancestral. Buscamos a liberdade de comunicação através de nossas próprias criações com as ferramentas digitais das novas tecnologias de comunicação. Neste contexto, nossa comunicação é multimídia (arte, música, músicas, icaros, etc.) através da internet, comunidade e mídias alternativas.



Proposta de participação no Congresso das Mulheres e na Cúpula da COICA

A Pororoca Red CiberAmazonas conta com um grupo de 20 comunicadores, técnicos e profissionais, que chegarão no dia 15 de junho, na cidade de Macapá, para iniciar a cobertura e documentar o II Congresso da Mulher Amazônica e a IV Cúpula Amazônica.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

PROCESSO SELETIVO EXTRAORDINÁRIO DE INGRESSO DE INDÍGENAS E QUILOMBOLAS NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DO CAMPUS BINACIONAL, EM OIAPOQUE, NO SEMESTRE 2018.02




A Pró-Reitora de Graduação da Universidade Federal do Amapá (PROGRAD/UNIFAP), com base no que dispõe a Constituição da República Federativa do Brasil (CF/88), em seu artigo 207; e também no parágrafo 1o do artigo 215 e no artigo 231; bem como a Lei n. 9.394/1996, inciso II do artigo 78 e parágrafo 3o. do artigo 79; a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Povos Tradicionais e Tribais, (Decreto n. 5.054/2004), especialmente no que dispõe o seu artigo 26, que estabelece a oportunidade a esses povos de adquirir educação em todos os níveis pelo menos em igualdade de condições; o determinado na Lei n. 12.711/2012, que trata do ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências; regulamentada pelo Decreto n. 7.824/2012 e pela Portaria Normativa n. 18/2012, do Ministério da Educação; a Resolução do Conselho Universitário da UNIFAP (CONSU) n. 32/2013, que estabelece as diretrizes para realização de Processo Seletivo para ingresso nos cursos de graduação a partir do ano de 2014; e tendo em consideração a Recomendação do Ministério Público Federal (MPF) n. 80/2018, que orienta a UNIFAP a realizar processo seletivo diferenciado para indígenas e quilombolas, com reserva de vagas em todos os cursos de graduação ofertados no Campus Binacional, em Oiapoque, de maneira a assegurar o efetivo ingresso desses povos no ensino superior, já que a eles é garantida a educação diferenciada, conforme compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e consolidados na Convenção 169 da OIT; o pedido formulado pelo Conselho de Caciques dos Povos Indígenas de Oiapoque, através do ofício n. 130/2018-CCPOP; o término dos prazos de adesão ao SISU, no qual a UNIFAP destinou 50% das vagas para ingresso no segundo semestre letivo de 2018 aos cursos de Direito, Enfermagem, Geografia, História, Ciências Biológicas, Letras-Francês e Pedagogia, todos do campus Binacional; que a atual forma de ingresso via SISU não garante a inserção dos indígenas e quilombolas, que apresentam processos próprios de ensino-aprendizagem assegurados pela legislação da educação brasileira; a necessidade em promover o acesso específico e diferenciado dos indígenas e quilombolas à UNIFAP; a necessidade de formação em Nível Superior de indígenas e quilombolas, em diferentes áreas do conhecimento, para além do curso de Licenciatura Intercultural Departamento de Processos Seletivos e Concursos – DEPSEC Endereço: Rodovia JK KM 2, Jardim Marco Zero, Macapá-AP E-mail: depsec@unifap.br Telefone: 3312-1766 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ Rod. Juscelino Kubitschek Km 2, Jardim Marco Zero – Macapá-AP, CEP 68.903-419 www.unifap.br Indígena já ofertado aos indígenas no campus Binacional; a localização do campus Binacional no município de Oiapoque, que se caracteriza por população regional marcada pela diversidade, com a presença expressiva de pessoas indígenas e quilombolas; o despacho n. 026/2018 da Procuradoria Jurídica da UNIFAP, bem como o conteúdo do processo administrativo interno n. 23125.015956/2018-32; torna pública a realização do Processo Seletivo Extraordinário para Ingresso de Indígenas e Quilombolas (PSEIQ) nos cursos de Graduação do Campus Binacional, no município de Oiapoque-AP, destinado à seleção diferenciada de candidatos(as) indígenas e quilombolas, não importando prejuízo às vagas destinadas a política de cotas do Processo Seletivo Regular.


domingo, 27 de maio de 2018

CAMINHADA LAGUINENSE




Sábado (25) de caminhada de conhecimento no bairro do laguinho, uma iniciativa da escola estadual Augusto dos Anjos em parceria com o movimento marabaixeiro do bairro do laguinho em parceria com a escola estadual Edgar Lino. O diferencial dessa caminhada é o trajeto com paradas programadas contando a história de personalidades e instituições com relevância na formação social do bairro do laguinho.

Esse ano o itinerário partiu da escola Augusto dos anjos com a primeira parada na casa de dona Raymunda Ramos, sua contribuição foi sempre a guarda do mastro da festa do ciclo do marabaixo ela empresta a sua residência aos festeiros para no dia seguinte o mastro ser erguido, seguindo a caminhada não poderia deixar de passar na casa da Tia Biló herdeira da cultura do marabaixo filha de Julião Ramos.

Logo após os alunos, professores foram recebidos por integrantes da escola de samba Piratas estilizados onde foram recepcionados pelo vice e presidente da agremiação, Roberyo Leite e Jorge Alberto contaram um pouco do pavilhão laranja, e tudo registrado.


Na sequência a sede do grupo escoteiro Veiga Cabral sendo o primeiro grupo fundado no Território Federal do Amapá, contribuiu na formação de muitos jovens no bairro, o chefe Humberto foi muito lembrado.

Uma caminhada cheia de curvas, pois todos visitaram o poço do mato, primeira unidade de abastecimento de água no bairro, na subida da ladeira a parada obrigatória foi o banco da amizade, é por onde os personagens do bairro viram causos e pessoalidades. 

Fazendo mais uma curva a casa a ser visitada foi a do Sacaca, os familiares já os agradavam e apresentaram um museu particular do entre outras coisas o rei momo do carnaval de Macapá, quando perguntados por um aluno qual a profissão de seu pai a professora Lídia disse: “eu nem sei porque ele fazia tanta coisa”, na frente uma entrada na avenida mãe luzia, na casa dos familiares de professor Edgar Lino e do professor Raimundo Maciel o pai de Marileia Maciel   


Logo o narrador apresenta o centro de cultura negra, com uma parada obrigatória na residência do conhecido Tio Arim, que para não perder o costume deu logo um conselho: Vão estudar, um senhor que assiste a tudo no vai e vem do bairro dando conselho e feliz por ser homenageado

Chegando na Igreja de São Benedito a deputada Cristina Almeida se pronunciou, ela é autora da lei Lei nº 1815/2010, que institui no âmbito municipal de Macapá o aniversário do bairro. Enfim a caminhada chega ao final na praça Chico Noé e de frente da escola Edgar Lino com muito marabaixo aos participantes.

#caminhadadolaguinho

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Inauguração da loja ALIKA


fotos Mirla Furtado

Na tarde de quarta-feira (09/05), foi inaugurado um empreendimento temático oriundo de um segmento afrodescendente, mas voltado para todos os públicos consumidores. Trata-se da loja Alika, com a produção de peças de vestuário com motivos e detalhes da cultura e moda afro, tendo como matéria-prima tecidos africanos. O empreendimento tem à frente dos negócios as empreendedoras Lauriene e Waleska Almeida que há cerca de um ano iniciaram a venda desses produtos em diversos eventos até a comercialização se fixa nas dependências do Edifício Lourenço Almeida, na Avenida Cora de Carvalho, no centro comercial. 
foto Mirla Furtado

O termo Alika significa “o mais belo” ou “a mais bela”. Segundo Lauriene, “trata-se de um sonho de família que foi sendo alimentado e concretizado gradativamente no sentido da construção de um referencial com vistas a um público plural, mas sem perder a essência da negritude e da africanidade”. Depois de funcionar num espaço improvisado no próprio edifício Lourenço Almeida, a loja passa a ter um ponto definitivo, mas amplo, confortável em condições de atender com maior eficiência e praticidade o público da moda afro. Lauriene enfatiza a importância do apoio da família, nas pessoas de sua avó Luiza do Rosário (inspiração maior), sua mãe Maria Luiza (imn memorian) e as tias Maria das Dores, Goreth, Socorro e Cristina Almeida, parlamentar estadual dentre as diversas frentes atuante, destaca-se a luta pelos direitos das comunidades afrodescendentes, tem apoiado incondicionalmente o empreendimento. 
foto Mirla Furtado

Com sua articulação, as empreendedoras da Alika puderam realizar intercâmbio com a África e com a França, saindo do amadorismo para o profissionalismo e o empreendedorismo. Os tecidos chegam da África e depois de escolhidos os look, as costureiras reproduzem e constroem o produto final. A primeiro aparição do look da Alika ocorreu no dia 21 de novembro de 2017 por ocasião do Encontro dos Tambores, com o desfile pra negritude, depois de um desfile realizado no Shopping Macapá no dia três dias antes. Há três meses, o grupo conta com a consultoria empresarial da L.A., através da qual obtém reforço na parte visual, midiática e na essência do empreendedorismo, garantindo a qualidade do produto e nas demandas da produção, como a terceirização, quando necessário. 
foto Mirla Furtado
Contando com uma equipe composta por pessoas como a dançarina Mery Baracá e um grupo de costureiras que atuam o ateliê do grupo. Lauriene cita as palavras de sua mãe na condução dos negócios da Alika: “Deus nos dá todos os dias uma folha em branco para a gente escrever a nossa História”. E complementa: “E nós estamos negritando essa folha, com muito axé, fé, força, garra e determinação”. O horário de funcionamento será de Segunda a sábado, de. 08h00 às 18h00 e nos domingos e feriados serão definidos horários alternativos para o atendimento de todos os segmentos da sociedade.

Texto Célio Alicio

FRANTZ FANON - UM REVOLUCIONÁRIO, PARTICULARMENTE NEGRO



SOBRE O LIVRO | Há mais de cinco décadas de seu falecimento, Frantz Fanon, publicado em diversos países e analisado por destacados estudiosos do pensamento crítico contemporâneo, é, sem dúvidas, um dos intelectuais negros mais importantes do século XX, que atuou como psiquiatra, filósofo, cientista social e militante anti-colonial.

Sua obra influenciou movimentos políticos e teóricos em todo o mundo e suas reflexões seguem reverberando em nossos dias como referência obrigatória em diversos campos de estudo. Por isso, em Frantz Fanon - Um revolucionário, particularmente negro, Deivison Mendes Faustino apresenta a trajetória política e teórica de Fanon desde a sua infância na Martinica até a sua participação nos movimentos de libertação na África. Trata-se de uma rigorosa investigação, em que a obra do intelectual martinicano é revisitada com vistas à sua biografia, de forma a oferecer ao leitor brasileiro um panorama mais amplo a respeito do contexto e dos dilemas enfrentados por Fanon no momento de cada escrito seu.

O presente ensaio aqui apresentado é, nesse sentido, corolário de uma séria atividade intelectual e se constitui como uma fundamental contribuição para o debate sobre a presença do pensamento negro e sua resistência política e intelectual na sociedade contemporânea. Que seja este, portanto, um livro para ler e refletir.

SOBRE O AUTOR | Deivison Mendes Faustino, também conhecido como Deivison Nkosi, possui doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos.
É Professor Adjunto da Universidade Federal de São Paulo – Campus Baixada Santista, onde também atua como pesquisador do Núcleo Reflexos de Palmares e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros – NEAB da UNIFESP e integrante do Instituto AMMA Psique e Negritude e do grupo Kilombagem. Recebeu, em 2015, a Menção Honrosa do Prêmio CAPES pela tese intitulada Por que Fanon, por que agora? Franz Fanon e os fanonismos no Brasil.