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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

CENTRO DE COMERCIALIZAÇÃO E EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS ARTESANAIS DO DISTRITO DE MARUANUM, UMA OBRA QUE ERA PARA SER ENTREGUE HÁ PELO MENOS UM ANO ATRÁS



O Centro de de Comercialização e Exposição de Produtos Artesanais do Maruanum, foi uma obra muito batida nos programas eleitorais na campanha passada que agora desacelerou. Com orçamento no valor de R$ 468.861,54 e com prazo de entrega de 120 dias, ao que parece é mais um elefante branco encravado no coração do sonho de nossas comunidades.


O distrito de Maruanum fica distante 70 km de Macapá e concentra famílias que vivem da produção de louças de barro. O distrito, recebeu um incentivo e tanto, movendo o sonho de ter a valorização do seu produto em grande escala, mas por enquanto isso não passa de um sonhos. 


Muitas mulheres louceiras locais, desativaram suas oficinas de fundo de quintal, acreditando na entrega e na promessa eleitoral. A construção, teve o seu início no dia 14/12/2016, conforme placa que confirma a entrega para o ano de 14/04/2017, no entanto a obra encontra-se inacabada e sem data para a conclusão, já que está a pelo menos 1 (um) ano atrasada a verba pública de convenio nº 011-0101 para a construtora responsável pela obra, a P.S Leal Empreendimento (EIRELLI-NE).

terça-feira, 28 de agosto de 2018

TURBANTE NO AMAPÁ É MUITO MAIS QUE MODA, TRATA-SE DE UMA AUTO-AFIRMAÇÃO DA MULHER NEGRA.




FOTO ALIKA

Observando fotos antigas das manifestações culturais do estado do Amapá de raiz africana, pouco se vê mulheres com turbantes. Elas aparecem com lenços simples na cabeça, diferentemente do período atual em que os turbantes ganham adeptos sobremodo em mulheres, mas também e quanto de homens.

FOTO ALIKA

 O turbante é um elemento indumentário agregado às cabeças por identidade ancestral, no entanto, nos últimos 20 anos principalmente, eles começaram a fazer parte das roupas floridas e que compõem o vestuário das manifestações culturais cujo trilha sonora é conduzida pelo dobrar de tambores.
FOTO JOÃO ATAÍDE


O turbante tem uso comum nas várias etnias de origem africana e, nas religiões afros é também uma forma de comunicação da população negra. São inúmeras as formas de amarrar o turbante que indicam a posição social dos membros de uma tribo ou o grau de autoridade. O turbante ganhou importância utilitária com a conscientização da militância feminina dos inícios dos anos 1990, antes disso a militância negra não possuía o grau de engajamento que possui hoje em dia no que diz respeito à afirmação da negritude. Desde as latas de solda para o alisamento dos cabelos, depois substituídas pela chapinha, muitos negros e negras faziam do alisamento dos fios do couro cabeludo uma forma de “branqueamento cultural”, o que demonstra ausência de conscientização política, pois muitos dos movimentos militavam sem a adequada compreensão do significado e da essência dessa militância com base na etnia e nos desdobramentos das atitudes que denotam preconceito e discriminação em relação aos negros. Essa atitude de se “branquear” gestos atitudes e partes do corpo foi aos poucos perdendo espaço na medida em que nos dos dias atuais as meninas e meninos negros têm orgulho em cultivar a “juba”, umas com tranças, outras com “fuar” mesmo (muito orgulho negro nisso), mas tudo teve início com a agregação do turbante.

FOTO JOÃO ATAÍDE

As mulheres negras amapaenses se organizaram em torno de associações de mulheres como Mãe Venina do quilombo do Curiau (fundada em 16 de junho de 1997) e o Institutos de Mulheres Negras do Amapá – IMENA (fundado em 7 de maio de 2000), assumiram afirmativamente o cabelo “black power”, uma postura antes um tanto acanhada. No ano de 2006, a candidata ao senado pelo estado do Amapá Cristina Almeida, apresentou em rede nacional um turbante na composição de sua imagem de campanha e foi uma surpresa, não o fez para ditar moda e sim como forma de protesto, autoafirmação, e como forma de assumir uma identidade com base na sua etnia, uma vez que foi ela a primeira negra eleita para os parlamentos municipal e estadual Naquele momento, outras mulheres negras e até mulheres não negras se espelharam no seu gesto e na sua postura e adotaram o turbante. E o uso desse adereço se expandiu e se disseminou, ganhando um sentido de luta de todos os cidadãos que independentemente da etnia, sonharam em ver uma negra assumindo sua identidade e chegar ao senado. E para muitos ela ganhou aquela eleição na qual enfrentou um dos maiores caciques da política nacional.
FOTO JOÃO ATAÍDE

Atualmente já existem oficinas e salões especializados em moda afro em Macapá e que operam para alinhamento de turbantes e o cuidado com os lindos cabelos “paiol”, numa sintonia perfeita da mulher negra emponderada que percebeu que para ter o respeito é necessário assumir a sua identidade ancestral

Por João Ataíde
Revisão Célio Alicio

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

UM OBSERVATÓRIO É NECESSÁRIO




Desde a construção da primeira igreja em solo Tucuju, datada de 1761 (São José de Macapá), o movimento social já se estabelecia como ferramenta de luta, pois constam relatos de uma irmandade dos pretos ligada à religião católica, isso se repetia nas terras de pretos fugidos, as reuniões em torno do tambor para fazer “bandaia”. Tudo faz parte de uma história sem registro oficial, apenas no imaginário popular repassado via oralidade das rodas de Marabaixo umbanda, capoeira, bates papos de frente de casa da Macapá antiga. Hoje, sistematizar é preciso, aos poucos o próprio circuito foi tomando noção do que o coletivo pode fazer. Tudo isso é recente que a próprio militante de causa ainda não assimilou e uma nova ferramenta já se faz necessária.
Em se tratando de políticas afirmativas no estado do Amapá, há uma longa batalha conseguida pelo movimento negro a registrar. Foram criados órgãos públicos e entidades como a Seafro, Comir (atual Improir), conselhos, e bastante entidades representativas das questões quilombolas, das mulheres, muitas destas resoluções inclusas no mesmo ato institucional.

Uma das maiores desculpas de ser promover políticas públicas setorizadas é a falta de dados comprobatórios, pois mesmo com a formação de redes voltadas aos segmentos, os gestores, muito por conveniência, fazem questão de não apresentar números (dados estatísticos), como o da violência contra a mulher ou do genocídio da juventude negra, que todo mundo sabe que existe e não se consegue provar. As delegacia de mulheres apresentam números que são divergentes do CRAM, a Seafro diz que são tantos os quilombos existentes no Amapá enquanto o INCRA afirma ter outros tantos e dessa forma acaba-se na inexatidão dos dados e informações que gera o descrédito total. Pensando nisso, está mais que na hora de criar um observatório social amapaense, lugar onde técnicos das secretarias afins e representantes dos movimentos sociais, sintetizem dados e números relevantes para subsidiar projetos positivos e mostrar os números exatos que por enquanto estão desencontrados.
“Cada geração conquista um pouco e esse pouco, juntando dá num montão”
Palavras chaves: movimento negro, políticas afirmativas, registro.

PARA DIVULGAÇÃO

Para divulgação:  UNFPA contrata Consultor/a em Direitos e Políticas para Mulheres Migrantes e Refugiadas em Roraima (local de trabalho: Brasília), com supervisão também da ONU Mulheres. Prazo para Candidatura: 17 de agosto de 2018. Por favor, se puderem ajudar na divulgação, agradeço. É a segunda vaga que consta no link:

http://www.unfpa.org.br/novo/index.php/oportunidades-de-trabalho/vagas-de-emprego

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

É HOJE!!!


Escuta Popular: deputada Cristina Almeida realizará prestação de contas do mandato 

Cristina Almeida (PSB) realizará na sede do Partido Socialista Brasileiro, em Macapá, uma plenária de prestação de contas das ações do mandato como deputada estadual. O evento iniciará a partir das 17h desta quarta-feira, 1° de agosto. 

O encontro reunirá apoiadores, movimentos e lideranças comunitárias com o intuito de dialogar e informar militantes e a população em geral sobre atividades e iniciativas da deputada no parlamento estadual. 

"Nosso mandato é participativo, no qual o povo tem voz e vez. Ouvimos suas demandas e buscamos interceder junto aos órgãos competentes, visando as soluções cabíveis. Temos trabalho e nos dedicamos a cumprir nossa representatividade, por isso, é fundamental reunir a população, para prestarmos contas de nossas ações", ressaltou a deputada. 

Participarão do evento o senador João Capiberibe, pré-candidato ao Governo do Estado e a deputada Janete Capiberibe, pré-candidata ao Senado. 

Projetos

Cristina Almeida, somente nesta legislatura, já apresentou cerca de mil proposituras, além de ser autora de mais de 68 Projetos de Lei, dentre eles, os sancionados: a realização da Feira da Mulher Rural do Amapá; Criação do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT.; leis sobre a regulamentação e o exercício da profissão de doulas; distribuição de dispositivo de segurança à mulheres vítimas de violência, conhecido como "Botão do Pânico".


https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2027201370678650&id=397943276937809

sábado, 28 de julho de 2018

SARAU PRETAS SUZYS



 O “Sarau Pretas Suzys” é um espaço itinerante de Empoderamento feminino, onde acontece prioritariamente debate de mulheres para mulheres. O 1º aconteceu na tarde desse sábado (28), no Espaço Cultural conhecido como barracão da Tia Zefá do Joaquim Grande, na Av: Piauí no bairro do Pacoval, bairro periférico de Macapá, lugar desprovido das políticas públicas. “Nós estamos criando caminho da desconstrução dos rótulos femininos” destaque da facilitadora da oficina de islan para mulheres

- Desconstruindo os Estereótipos nas letras do hip hop, escrachando a mulher. Com um vasto envolvimento na cena poética Suane Frazão. 

A segunda roda de conversa foi realizada pela parlamentar Cristina Almeida que fez um relato da sua vivencia na vida pública, “sou parlamentar e temos de ocupar esses espaços de poder, para que possamos ser ouvidas” ressaltou a deputada.


Após isso teve oficina de turbantes com Rejane Soares, a programação se encera as 9:00 hs da noite, e ainda terá várias atividades.

Barracão da Tia Zefa
A ideia surge depois do falecimento de Suzy Frazão, ela foi coreografa e rainha de bateria da agremiação carnavalesca Piratas Estilizados, com um envolvimento na cultura, ela foi criadora do grupo Zimba, que por conta do seu falecimento ficou parado, e após reflexão das integrantes, chegaram à conclusão que não é hora de dançar, pós o Zimba foi inicialmente um grupo de dança. Não nos sentimos a vontade, a dor da morte de Suzy ainda nos afeta. 

Hoje Suzy vira símbolo na luta contra crimes contra a mulher no estado do Amapá, destaque de Ana Paula Vilhena coordenadora do agora Zimba Cultural. A proposta é levar esse sarau a todo o estado do Amapá. Suzy faleceu há 2 anos de forma suspeitas.